Sábado, Março 15, 2008

Bastiões da Dúvida

De fato estavam agora diante de um gigantesco complexo de edifícios, alimentado por estradas de tijolos que cruzavam abismos intermináveis até desembocarem na entrada de cada uma das nove torres espalhadas ao redor da plataforma central. Pessoas perdidas nas profundezas de suas dúvidas... Um lugar, com certeza, pior que qualquer inferno ou céu.

Mergulhados no despropósito absoluto daquela situação pandemoníaca apenas queriam algumas respostas. E tarde demais compreenderiam que aquilo tudo, toda aquela majestade diante de seus olhos mortais, era apenas o começo... o breve começo do resto de suas vidas pueris...

Callis Morius

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

No Castelo

As muralhas negras da fortaleza erguendo um reino rumo aos céus. O patrocínio da Cruz para os cegos portando jóias e cetros, glórias e fetos. Um homem carrega para dentro do feudo seu desejo de saber quem são aqueles que por sobre as terras do tempo semeiam um império. Em meus mais intrépidos momentos eu caminhei demais para longe dos meus ideais. Hoje sou miséria perante as minhas mais antigas convicções. Sinto-me enjaulado nos meus planos para o futuro, enquanto minha alma rasga meu peito a gritos e cortes, tentando escapar para os ventos que trazem a tempestade. As imperfeições do meu momento, refletidas nos corredores de verso por onde edifiquei meu castelo, e nele me fiz prisoneiro, encarcerado nas minhas assombrações. Entretido com os pudores da minha mente perturbada, com os sustos que já levei ao me encarar no espelho e vidrar meus olhos num abismo de uma alma corrompida pela plena libertação. Um castelo de cartas, um castelo de areia, um castelo de vidro, dentro de um castelo de aço. E pelas fileiras de suas hordas preparadas para o combate trafego influências, pensamentos, confissões e lamentos. Reino por todos os meus guerreiros diabos e de cada olhar arranco força para permanecer de pé, questionando minha época, minha família, minha vida, meu propósito, meu sujeito, meu predicado, minha loucura, minha imprudência, minhas decisões, minha fé... minha fé...

Um novo retorno ao castelo das perdições, dos sonhos estuprados pela sua própria propagação. Soldados de pedra, solados de aço... Meu destino na lâmina de uma espada, não importa quem eu sou, não importa o que eu faço. Perdão eu peço pelas divagações de um estado de absurdo cujo simples estalo é uma tocha num mar de escuridão. Somos terras cultiváveis, esperando pela plantação... enquanto coroa e clero disseminam sua infestação. O trabalho trocado pela garantia de vã e esparsa proteção. Eu sobrevivo em minha mente torpe protegido por um feudo cujo lorde sou eu, novo asmodeu... Que sonho estranho é esse? Ah... Sinto tanta falta da minha poesia... minha epifania!

Na Taverna

Um espanto que ecoou por toda a taverna. Um homem solitário carregando papel e um pedaço de carvão. Um dose de rum, outra de uísque. Um trovão dentro da chuva, um pedaço de estrofe no papel. Os relatos de uma tempestade nas mãos de um vago louco cronista. Via prosa a essência das coisas se destila em cada palavra escolhida num ato desesperado de dar forma ao nada. As tentativas, a cada trago dado, de se fazer em verso ou prosa, a absurda arte de condensar em textos as impressões da realidade. Um estupro rotineiro cuja valentia não pode ser paga com dinheiro. Troquemos nossas almas, meu amigo, nobre e cego leitor. Um retrato do dia passado lá fora. Um registro do momento, um registro do agora. Mais uma dose, mais um trago, mais um pouco de carvão rascunhando minha alma no papel molhado. Suor e chuva, sangue e lágrima, todas as misturas envoltas no sublime ato de encarar o tempo e dar-lhe mais uma chance de vencer este xadrez. Enquanto a taverna se esvazia alguém apenas escreve o que sobrou de sua memória. Um estado lastimável, moribundo poeta, vício na arte verso glória, observador do nosso naufrágio na escória, na história.

Terça-feira, Julho 10, 2007

Modus Operandi ISA

- Desliga isso!

- Não... Agora já é tarde... Já estamos dentro. Não compensa sair...

- Mas e se eles nos acharem?

- É o risco que correremos... Mas esses arquivos aqui não são vistoriados há muito tempo!

- Que tipo de arquivo é esse aí?

- Não sei... Parece algum tipo de backup... Mas é muito estranho, porque ele está rodando e compilando...

- Uau! Um arquivo desses tem quantos MB?

- MB? Parece ter gigas... É muito grande... E olha só... Tem outros milhares aqui... O que é isso?

- Putz cara... Os sacanas estão compilando a rede inteira... Mas pra quê estão fazendo os backups?

- O que é isso aqui?

- Onde?

- Aí... Olha só... Um sinal estranho... É do tracking?

- É sim! Parece que tem mais alguém aqui... E já nos achou?

- Será que é da polícia?

- Acho que não. Foi muito rápido...

[[ SAIAM!!! RÁPIDO!!! ELES VÃO ENCONTRAR VOCÊS!!! ]]

- Saiam? Quem está aí? E por que nós temos que sair?

[[ A ISA ENCONTROU VOCÊS! EU OS ENCONTREI ANTES! VOCÊS DEVEM SAIR! ]]

- ISA? O que é ISA?

[[ VOCÊS SÃO AMADORES! SAIAM! MUDEM DE PAÍS! ]]

- O que é a ISA?

[[ INTERNATIONAL SERVERS AGENCY ]]

[[ SAIAM RÁPIDO! NÃO POSSO SEGURÁ-LOS POR MUITO TEMPO! SAIAM NOOBS! ]]

- O quê? Noob? Vai se ferrar cara... Eu invadi aqui primeiro... Sai você...

[[ OK! BOA SORT! ]]

- Que cara maluco...

- Ei... ele deve ter falado sério... Vamos sair daqui... desconecta aí...

- O cara me chamou de noob... você viu? Vou sair não, cara... Ele que vá procurar outro lugar.

:::::::: SERVER ENCRYPTED :::::::::: CONNECTION CLOSED ::::::::::::

- O que é isso?

:::::::::::::::::::::::::::::::::: ISA SERVER CLOSED ::::::::::::::::::::::::::::::::::

[Boa noite,

Uma equipe de especialistas da CIA desbaratou um refúgio hacker hoje pela manhã. Dois jovens estavam no local e acessavam de maneira ilegal arquivos confidenciais da MagnaNet. Quando se perceberam cercados os jovens atiraram nos policias, que logo revidaram. Um policial saiu ferido e os dois jovens não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Kimbold e Sas, como eram conhecidos na comunidade hacker, tinha 17 e 19 anos. Em seu apartamento foram encontradas máquinas potentes e um conjunto de aparatos para invadir sistemas. Um detetive do polícia informou que eles foram rastreados enquanto hackeavam um servidor seguro, da MagnaNet e que eram correlegionários do hacker BIT.

Vamos agora às notícias do esporte... ]

Quinta-feira, Junho 28, 2007

Hacking

[[ - REGISTRO DE SEGURANÇA - MAGNA SECURITY SERVICES - JAN/2333 - PK077 - ]]

01H37.45: LOGIN ADMIN SERVICES
01H37.57: username required: adminxclcl
01H38.00: password required: *****************
01H37.03: confirm password: *****************
01H37.07: ADMIN CONNECTED

COMMAND LINE: /open H:\PROJ-391C
COMMAND LINE: /copy H:\proj-391.cpc
COMMAND LINE: /open D:\
COMMAND LINE: /run D:\cleanyourmind.exe
COMMAND LINE: /kill G:\security\forcetime\lagger.ini
COMMAND LINE: /kill G:\security\forcetime\lagger.exe
COMMAND LINE: /kill G:\security\forcetime\lagger.cfg
COMMAND LINE: /kill G:\security\forcetime\laggerbckp.exe
COMMAND LINE: /run D:\cleanyourmind.exe
COMMAND LINE: /close H; D; G;
COMMAND LINE: /copy A:\nuked.exe C:\OP\INI\
COMMAND LINE: /restart

- ERROR -
SERVER DOWN.
SYSTEM FAILURE.

Quarta-feira, Junho 27, 2007

Recrutamento - VIRUS

- Quer dizer que o custo então nao importa?

- Não!

- Não entendi... Como assim? "Não importa!"

- Simples... Eu preciso apenas conhecer o banco de dados. Essas informações geralmente consigo com alguns contatos no próprio servidor.

- Sério? O pessoal lá passa as senhas pra você?

- Não... Não passam as senhas... Mas apenas me indicam o caminho.

- E por que estas pessoas ajudam você e o seu grupo?

- Porque a gente paga muito bem... Tem muita grana rolando nessa história toda.

- Sério? Grana de onde?

- Pessoal do petróleo... Antigas empresas desse ramo que faliram diante da energia nuclear e bio-combustíveis... Só tem milionário.

- Hummmm.. Mas e então? O que mais devo fazer para me aceitarem?

- Você tem que assumir os riscos... Existe um tipo de prova de fogo, sabe?

- Sem problemas... O que devo fazer?

- Quer que eu te passe um email ou te fale aqui agora?

- Pode falar... É seguro...

- Simples... A tarefa não é muito complicada. Basta você zerar o server da Torre de Tráfego Aéreo da cidade...

- Mas isso não pode causar acidentes?

- Sim... provavelmente causará! Mas, como eu disse antes: "o custo às vezes não importa!"

- Entendi. Ok. Estou na jogada.

- Com o tempo você vai ver que está em algo muito maior que uma "jogada".

- Tranquilo cara... Mas, me diga, detrás desse codinome aí qual é seu nome?

- Cara... Essa pergunta é muito perigosa. Chame-me apenas de NoMore, líder do VIRUS.

- Ok, ok. Desculpe.

- Tudo bem... Mas cumrpa sua tarefa e será membro do VIRUS, como eu te falei.

- Até quando devo fazer isso?

- Você ainda tem 23 minutos. Vou ficar de olho nos noticiários. Boa noite.

- x-

Segunda-feira, Junho 25, 2007

O PROJETO X-DREAM

MagnaCorp, Nostalgic Inc., NeoMagic Software, International Servers Agency (ISA), Tilt Systems, Atom.com e Mainframe Code Group.

As sete empresas envolvidas no Projeto X-Dream.

Objetivo:
Associar sistemas multi-interacionais a bancos de dados de memórias, refazendo e potencializando combinações fractais, permitindo que programas consigam interagir com o Caos de maneira associativa, orquestrando as informações do ambiente com as memórias curtas e longas, possibilitando à Inteligência Artificial se adaptar e auto-programar.

Finalidade: Lançar robôs inteligentes nas Redes para que arquem com atividades de rotina e rastreios, além de fiscalizarem as atividades suspeitas na rede. Estes robôs (programas) farão a maior parte dos serviços de urgência e de risco, além de organizarem e otimizarem o tráfego de informações na Rede III (rede de segurança nível 2, mantenedora de bancos de dados de linhas áreas, portos, hospitais, bolsas de valores e canais de segurança, entre outros serviços do tipo).

Banco de Dados: 50 anos de pesquisa da Nostalgic Inc. em bancos de memórias coletadas de experiências com neuroestabilizadores e avanços na bioeletrônicos.

Plataforma: Sistemas Operacionais interligados às Redes III, IV, V e VI. Código mestre criado pelo Mainframe Code Group.

Chefia do Projeto: ISA - International Servers Agency (Polícia Especialiazda em Crimes na Rede)

Investidor: MagnaCorp.

Funções Operacionais: Criadas pela NeoMagic Software e pela Tilt Systems.

Distribuição do Pacote: ATOM.COM (maior empresa de código-livre do planeta).

Tipos de Bots (robôs) Criados:
- Limpeza: farão a busca e a limpeza dos registros antigos e inoperantes.
- Index: compilarão toda a Rede e farão categorização e registros das atividades dos servidores.
- Sentinelas: trafegarão e observarão os principais pólos de acesso do planeta.
- Progrmadores: auto-programáveis. Serão capazes de lidar com anomalias do sistema e com caos organizacional.
- Carrascos: serão os bots incumbidos da missão de neutralizar ameaças na rede.
- Laggers: bots utilizados em casos de emergência para impedir epidemias virais na rede.

Guardiões: Bots criados especificamente para neutralizar ameças na rede, monitorarem tráfego de informações e rastrearem hackers e crackers pré-cadastrados em suas memórias. São tidos como a "Grande Solução!" para o "problema" dos hackers nas Redes.

Segurança:A atividade de todos os bots será monitorada pela MagnaCorp e pela ISA, que podem acessar delegacias especializadas em todo o mundo real.

X-DREAM: Todos os bots e servidores de segurança interligados. Será então completada a IID, Interface de Imagens Dinâmicas, que possibilitará aos bots a capacidade de auto-programação completa e a capacidade de lidar com o Caos em seus variados níves. Até o presente momento é a maior aproximação que a I.A. obteve do ser humano: a capacidade de improvisar e criar mediante impressões prévias, re-organizadas de acordo com as necessidades e circunstâncias do ambiente.

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GRUPOS QUE PRETENDEM IMPEDIR O PROJETO X-DREAM:
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VIRUS; BIT; RedNet; FreeLink, LastLink e Bugs.

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Novas Instruções para o Projeto X-DREAM:

- Inserir no código fonte dos bots a capacidade de identificar disseminadores da filosofia hacker/cracker e apoiadores de tais grupos.

- Procedimento Operacional dos Bots para estes casos: /id; /track; /ban; /kill;

Sábado, Junho 23, 2007

VIRUS Ataca!

- Senhor, como temíamos... Eles estão se movimentando. - disse um homem ao abrir a porta de solavanco, nervoso como o arregalar de seus olhos demonstrava.

Do outro lado da mesa, um senhor de terno e gravata, feição despreocupada e bigode esbranquiçado se deliciava com um drinque de uísque. Por sobre a mesa, papéis e mais papéis, alguns cigarros, uma caixa de charutos e dois computadores.

- Então eles andam se movimentando? Qual o destino? - o homem perguntou como se já soubesse a resposta. O desdém do velho perante o nervosismo do homem que acabara de chegar denunciava que este último sabia algo a menos, ou, claro, que o mais velho já havia desistido de se preocupar.

- Servidores 337, 557, e 777. Foram nossos últimos registros confiáveis. Já colocamos uma equipe de neutralização na rede, mas, senhor... não acreditamos que será suficiente. - o homem sentou na primeira cadeira que viu. Sua face apontava pavor.

- Meu jovem sr. Juhner. Por que se preocupa tanto? - o velho disse dando-lhe um drinque recém-preparado.

- Por quê? Senhor... Eles não vieram para brincar. Se não fizermos algo logo, tudo pode estar em xeque! - em um gole só o alto executivo da Nostalgic Inc. bebeu tudo.

- Não acredito nisso. Existem muitos grupos trabalhando nas Redes. Mas, o grupo de NoMore, esse hacker desgraçado, não viria até nós. Provavelmente eles procuram outra coisa e, claro, provavelmente (tomara) este nem seja o grupo VIRUS. - o homem recostou na cadeira e acendeu um charuto. - o VIRUS é grande e perigoso demais para se meter conosco, que apenas programamos para terceiros. Não é possível!

- Desculpe senhor. Não sou pago para me arriscar tanto. Já que não liga, eu não posso fazer nada para ajudá-lo. - Juhner se levantou, pegou a pasta, guardou alguns papéis e saiu apressado.

Auguste Marceau não dera a mínima para as palavras de seu assessor. Continuou fumando lentamente. Até que, subitamente, pareceu ter-lhe passado algo na cabeça e rapidamente saiu da sua cadeira, pegou um catálogo grosso, cheio de números e nomes e passou a lê-lo. Em um instante, ao atingir certa página, leu a seguinte informação: "777:251:30-70 - CONTROLE DOS ELEVADORES".

Assustado com isso, acessou o servidor e pediu acesso ao Setor 777:251:30-70. "SEU LOGIN E SENHA NÃO ESTÂO CORRETOS! TENTE NOVAMENTE!"

"Meu deus! Eles já estão aqui. Juhner!!!" - Marceau pensou. Tentou acessar outro ponto de conexão. Nada! Por sorte, uma das câmeras do sistema de segurança não podia ser bloqueada. Acessou-a. Viu o jovem Juhner no elevador. Ele parecia não saber de nada.

Gritou pelo nome dele, mas a câmera só reproduzia a imagem. Nada poderia ser feito. Até que se lembrou de ligar para seu aparelho celular. Viu Juhner ounvindo o aparelho. Logo o jovem executivo atendeu o telefone, com certa impaciência.

Marceau só teve tempo de dizer algumas palavras. E elas foram: "Saia já desse elevador!" - gritadas com toda sua força. Juhner não sabia o que estava acontecendo. Pensando ser um tipo de ordem que seu patrão lhe dava por ele ter se acovardado, desligou o celular e fez gestos obcenos pela câmera de segurança do elevador.

Foram os últimos gestos de Juhner. De repente houve um balanço forte no elevador, como se algo se soltasse. Outro puxão. O executivo se desesperou. E quando conseguiu forçar a porta para abrí-la um pouco, os cabos se desconectaram da caixa do elevador. Ele caiu 50 andares antes de explodir no hall.

A segurança do prédio se alarmou. Um dos seguranças subiu diretamente até a sala de Marceau e chegou até sua sala com arma em punho.

- Senhor! Algo está acontecendo. Ouvi disparos lá embaixo. Vamos logo, devo levá-lo para o helicóptero.

Marceau não perdeu tempo. Abriu a maleta e guardou alguns papéis. Jogou uísque nas máquinas e nos papéis. Tentou atear fogo, mas nada aconteceu. Enquanto isso o guarda o alarmava e pedia que se apressasse.

Quando Marceau finalmente se aprontou, deu a volta pela mesa e foi em direção ao guarda que já abria a porta para o corredor. Assim que saiu, três disparos ecoaram pelo último andar. O guarda foi arremessado contra a porta e caiu no interior da sala da presidência, já morto.

Marceau se desesperou ao ver o corpo. Voltou para a sala e se apoiou na mesa. Por perto já ouvia os passos de alguém. Eram passos pesados. E também ouvia o recarregar de uma arma. O barulho terminou exatamente quando pela porta passou um homem vestido com uma jaqueta camuflada, botas de soldado, calças de couro negro e um par de óculos escuros. Ele apontou a arma para a cabeça de Marceau e perguntou:

- Você é Auguste Marceau, presidente da Nostalgic Inc., contribuidor do projeto X-DREAM?

O velho, assustado, respondeu:

- Sim... Mas o que você... - antes que suas palavras terminassem, o estrondo de um único disparo percorreu a sala ao passo que a janela ao fundo se estraçalhava com o impacto do tiro. Enquanto os cacos de vidro mergulhavam no vão prédio abaixo, o corpo de Marceau caía por sobre a mesa. Seus olhos estavam congelados, em um rosto apavorado. Uma única bala acertara-lhe a cabeça bem entre os olhos.